A maioria das blockchains exige que cada nó processe cada transação, o que é excelente para a segurança, mas lento, porque a capacidade de processamento da rede fica limitada ao que uma única máquina consegue acompanhar. O sharding toma emprestada uma ideia consolidada dos bancos de dados tradicionais: dividir o trabalho. A rede é particionada em shards, cada um responsável por uma parte das transações e rodando em paralelo, de modo que a capacidade combinada cresce à medida que shards são adicionados, em vez de permanecer fixa.
A parte difícil é fazer isso sem enfraquecer a segurança ou fragmentar a rede em ilhas desconectadas. Os nós normalmente cobrem apenas o seu próprio shard, e não a cadeia inteira, então o desenho precisa garantir que os shards ainda consigam se comunicar de forma confiável e que nenhum shard individual fique pequeno o bastante para ser atacado de forma barata. Acertar esse equilíbrio é justamente o motivo pelo qual o sharding é tecnicamente exigente e levou anos de pesquisa cuidadosa para se aproximar do uso prático.
O sharding é apenas uma entre várias respostas ao problema de escalabilidade, ao lado dos rollups de layer 2, e projetos diferentes se apoiam neles em proporções diferentes. Para a maioria dos usuários, é um detalhe dos bastidores que eles nunca vão tocar diretamente, mas explica como algumas redes buscam elevar substancialmente a capacidade ao mesmo tempo em que tentam preservar a descentralização que, para começo de conversa, faz uma blockchain valer a pena.
Principais conclusões
- O sharding divide uma blockchain em seções paralelas para que as transações possam ser processadas simultaneamente.
- Ele busca elevar a capacidade sem exigir que cada nó lide com a carga de trabalho da rede inteira.
- O principal desafio é escalar dessa forma sem comprometer a segurança nem fragmentar a rede.
Sharding — perguntas frequentes
Como o sharding deixa uma blockchain mais rápida?
Ao permitir que diferentes shards processem diferentes transações ao mesmo tempo, em vez de forçar cada nó a percorrer uma única fila compartilhada. A capacidade total então cresce com o número de shards, em vez de ficar limitada ao ritmo de uma única máquina.
O sharding introduz novos riscos?
Ele adiciona complexidade, e o desafio central é manter cada shard seguro ao mesmo tempo em que se garante que os shards consigam se comunicar. Um sharding mal desenhado poderia enfraquecer a segurança ou fragmentar a rede, e é por isso que ele é desenvolvido e implantado com cautela.
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